Brasil e MundoUnião Europeia aprova acordo com Mercosul

União Europeia aprova acordo com Mercosul

Com esse sinal verde, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar a Assunção para assinar na segunda-feira (12/1) o acordo comercial

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sessão Plenária da Cúpula de Presidentes e Chefes de Delegação dos Estados com partes do Mercosul e dos Estados Associados. Belmond Hotel Cataratas, Foz do Iguaçu – PR. Foto: Ricardo Stuckert / PR – (crédito: Ricardo Stuckert / PR )

 

Uma maioria qualificada de países da União Europeia aprovou, nesta sexta-feira (9/1) o acordo de livre-comércio com o Mercosul. A votação aconteceu em Bruxelas, na Bélgica, com a presença de representantes dos 27 Estados-membros do bloco.

Com esse sinal verde, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar a Assunção para assinar na segunda-feira (12/1) o acordo comercial que vinculará o bloco a Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

 

O tratado histórico entre os dois blocos econômicos se arrasta há mais de 25 anos com resistência de países do lado europeu, que teme o impacto da concorrência com a chegada dos produtos sul-americanos, sobretudo no setor agropecuário. Um dos maiores opositores do acordo é a França, que já se manifestou publicamente contra a negociação.

Na quinta-feira (8/1), o presidente Emmanuel Macron anunciou o voto contrário. “Embora a diversificação comercial seja necessária, o ganho econômico do acordo UE-Mercosul será limitado para o crescimento francês e europeu”, escreveu. “Isso não justifica expor setores agrícolas sensíveis que são essenciais para a nossa soberania alimentar”. Embora o líder da França tenha uma relação próxima com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a discordância em relação ao tratado é um ponto sensível entre os governantes e já foi motivo de críticas feitas pelo brasileiro ao francês.

O tratado UE-Mercosul prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo, com a eliminação de tarifas de mais de 90% no comércio bilateral.

(Correio Braziliense)



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