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Jornalista afirma que ministros do STF estão “apavorados” com avanço do caso Master

Malu Gaspar diz que há articulação nos bastidores para manter Toffoli na condução do processo

 

A jornalista Malu Gaspar afirmou nesta semana que integrantes do Supremo Tribunal Federal estariam “apavorados” com os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master. A declaração foi feita durante participação no programa Estúdio I, exibido pela GloboNews.

Segundo a jornalista, ministros da Corte atuam nos bastidores para tentar conter o avanço das investigações, que já alcançariam diretamente o STF. “Os próprios ministros vão se ver enredados mais ainda nesse caso. Eles sabem disso. Talvez isso explique por que estão tão apavorados para conseguir controlar esse caso”, afirmou Malu durante o programa.

Articulação para manter Toffoli no caso

De acordo com a jornalista, ministros próximos a Dias Toffoli estariam trabalhando para garantir que ele permaneça à frente do caso. Entre os citados estão Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

Malu Gaspar classificou essa movimentação como uma “tentativa desesperada” de controlar a situação dentro da Corte, diante do potencial impacto institucional do caso Banco Master.

Vínculos e sigilo aumentam tensão

O caso ganhou novo fôlego no STF após a divulgação de informações que apontam vínculos de parentes de Dias Toffoli com um fundo relacionado ao Banco Master. Além disso, o processo tramita sob grau elevado de sigilo, o que, segundo observadores, amplia a tensão nos bastidores do Judiciário.

Alexandre de Moraes também foi mencionado no contexto das apurações em razão de um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci, no valor de R$ 3,6 milhões mensais.

Sobre o caso Master

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025, após a identificação de suspeitas de fraudes bilionárias. No mesmo mês, o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

As investigações apontam para a emissão de CDBs com promessa de rendimentos acima do mercado, venda de títulos falsos para captação de recursos e indícios de lavagem de dinheiro e manipulação financeira, o que levou ao colapso da instituição.

(CONTRAFATOS)

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