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Coluna Ponto Crítico – Baixaria dá o tom no ano pré-eleitoral, além de negociações e incertezas

Coluna Ponto Crítico – Por Felipe Corona

Audiência pública na Assembleia Legislativa “pressiona” comandante-geral da PM (que pode ser candidato); Expedito Júnior conversa sobre possível espaço no governo Marcos Rocha

Crédito – Fotomontagem/Rondoniagora

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É assim que posso classificar a audiência pública realizada na tarde da última sexta-feira (12) na Assembleia Legislativa para discutir a Lei de Organização Básica e a Lei de Promoção da Polícia Militar (ambas com minutas concluídas, mas ainda não enviadas ao Parlamento). Foi um evento tenso, com acusações pessoais e até “torcida organizada”, lembrando mais um confronto do que um espaço de diálogo institucional.

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Sob a condução do deputado estadual Eyder Brasil (PL), o encontro reuniu representantes de entidades de classe, parlamentares e integrantes do comando da PM, incluindo o possível candidato, o comandante-geral Régis Braguin. Ao final, o presidente da Comissão de Segurança fez um desabafo e pediu providências diante da falta de envolvimento do colegiado.

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“Estamos há meses sem se reunir por falta de quórum. Os deputados não comparecem as reuniões. Por favor acionem a comissão de Segurança“, afirmou Eyder, que interrompeu as falas do deputado Rodrigo Camargo (Republicanos) e do vereador Fernando Silva (Republicanos) quando o debate passou a girar em torno de acusações de cunho pessoal.

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Durante as intervenções de Rodrigo Camargo, a plateia nas galerias reagia com aplausos e manifestações. O deputado criticou diretamente o governador Marcos Rocha (União Brasil) e o comandante-geral da PM acusando ambos de desconhecerem o conteúdo dos projetos, apesar de posicionamentos em sentido contrário divulgados nas redes oficiais do governo.

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Braguin rebateu as críticas e afirmou ter pleno conhecimento das propostas, destacando que os dois projetos integram um conjunto de ações do Governo do Estado voltadas à valorização dos policiais militares. A declaração, no entanto, foi contestada por lideranças das associações de praças presentes na audiência.

Acusações

Um dos momentos mais tensos ocorreu no embate entre Rodrigo Camargo e o ex-deputado Jesuíno Boabaid, presidente da Assfapom (Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar). Jesuíno afirmou que nunca teve acesso a uma tabela com valores de reajuste salarial para os praças, o que foi prontamente contestado por Camargo.

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“O senhor aplaudiu o governador Marcos Rocha, quando ajudou a aprovar o aumento do ICMS“, disse o deputado.

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Jesuíno respondeu que acreditava que a elevação do ICMS resultaria em recursos para compensar o déficit salarial da categoria, mas afirmou sentir-se “apunhalado” pelo Governo. Ainda assim, reiterou que nunca participou da elaboração ou organização de qualquer tabela salarial.

Perseguição

Outro ponto recorrente do debate foi a denúncia de perseguição aos praças da Polícia Militar. Segundo relatos feitos na audiência, militares estariam sendo alvos de IPMs (Inquéritos Policiais Militares) ao se manifestarem publicamente ou nas redes sociais sobre o tema.

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O dirigente associativo Valdecir Teixeira afirmou que, ao acompanhar um filiado, acabou ele próprio respondendo a um IPM. Segundo ele, até o governador teria sido arrolado como testemunha no procedimento.

Apelação

O vereador de Porto Velho, Fernando Silva, também acusou a gestão de Braguin de perseguição e disse que militares estariam impedidos de frequentar seu gabinete. Em uma fala mais dura, afirmou que o comandante-geral “gosta de espancar mulher”, declaração imediatamente interrompida por Eyder Brasil. Braguin reagiu e anunciou que irá interpelar judicialmente o parlamentar.

Zero avanço

Ao final, a audiência se encerrou sem encaminhamentos concretos. O encontro acabou servindo, sobretudo, como palco para acusações públicas e recortes para redes sociais, enquanto os projetos de lei seguem aguardando envio e análise na Assembleia Legislativa. E lógico, “exaltar” nomes dos pré-candidatos ou candidatos à reeleição.

Críticas

Samuel Costa criticou o despreparo do coronel Braguin e diz que o pré-candidato ao Governo pelo Novo, “não domina nem o básico” da segurança pública. Samuel é pré-candidato ao Governo pela Rede disse que o comandante-geral teve fragilidades técnicas e demonstra falta de preparo para conduzir a política de segurança do Estado.

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Segundo Samuel Costa, a audiência que discutiu o projeto de lei sobre Organização Básica e Promoções da PM evidenciou dificuldades do comandante em responder questionamentos elementares, especialmente sobre o orçamento da corporação para 2026. “Ficou claro o despreparo técnico. Ele não conseguiu sequer responder perguntas básicas sobre o orçamento da Polícia Militar”, afirmou.

“Tiktoker”

Nas redes sociais, Costa ironizou o desempenho do adversário. “No TikTok, Facebook e Instagram ele é tigrão, mas na hora do debate ao vivo é uma tchutchuca”, disparou, em referência ao contraste entre a postura combativa nas plataformas digitais e a atuação durante a audiência pública.

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Samuel Costa também criticou o que chamou de “personagem fabricado” por Braguin. “É uma figura caricata, fingindo um personagem que não existe. Quem prende bandidos e enfrenta o crime é o policial praça, que ganha salário de miséria e bota o peito na linha de tiro para defender a sociedade. Esse coronel Braguin é fanta”, disse, em tom sarcástico.

Na pressão

Ainda de acordo com Costa, Braguin teria sido muito questionado durante a audiência, inclusive por vereadores de Porto Velho. O pré-candidato mencionou, como parte das críticas, acusações que já circularam no debate político local e que, segundo ele, precisariam ser esclarecidas junto à tropa. As alegações citadas por Samuel foram atribuídas a registros oficiais e a agentes públicos, mas não foram detalhadas durante a audiência.

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“Sem dúvidas, é o pré-candidato ao governo de Rondônia mais despreparado da nossa história. Ao vivo e a cores, todo mundo pintou e bordou com ele”, afirmou. Para Costa, o desempenho de Braguin compromete sua viabilidade eleitoral. “Caiu do cavalo. Se tiver o mínimo de inteligência, nem candidato será em 2026. Virou saco de pancada. Só sabe fazer vídeo com cara de bad boy atrás do celular, lendo teleprompter”, concluiu.

Opinião

Rondônia virou celeiro para aventureiros. Basta ver as supostas candidaturas do cabo Daciolo e da possível candidatura do vereador Carlos Bolsonaro, ambos do Rio de Janeiro. Quando vi vários vídeos do comandante-geral, já comentei com algumas pessoas: ele é pré-candidato. Nada contra a pessoa, pelo contrário. Mas quando você vai para as redes sociais e usa um discurso para agradar uma determinada parcela da população, ficam claros quais os objetivos.

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Braguin fala o que a maioria da população bolsonarista de Rondônia quer ouvir: bandido bom, é bandido morto e tantas outras coisas que reverberam há anos. Infelizmente a farda virou trampolim político para alguns em todo país. Não sei se é o caso dele, porém, ele está bem animado. Achei que ele seria candidato a Assembleia Legislativa ou à Câmara Federal.

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Mas com o vácuo de uma liderança forte em Rondônia, especialmente para o Governo do Estado, com candidatos meia-boca, ele se animou com a possibilidade de assumir o Executivo. Marcos Rocha não era nada, apenas “amigo do Bolsonaro” e foi eleito para o primeiro mandato. Agora, Braguin como “combatente do crime” quer seguir esse mesmo rumo.

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Tanto que enquanto Marcos Rocha viajava de férias, o estado literalmente pegava fogo no começo deste ano. E a coisa só não piorou por conta da atuação dele, do secretário Felipe Vital e o apoio do Governo Federal. O atual governador já chegou com o incêndio controlado, usando fardamento e arma, fazendo apenas vídeos para as redes sociais.

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São mais recortes para “justificar” a ausência e por ser fraco como liderança. Como já disse aqui várias vezes: Marcos Rocha nunca comandou um batalhão nem companhia. Mas ostenta a patente de coronel para dizer que tem comando. E com isso, quem cresceu foi Braguin e Vital, fruto de trabalho e exposição na internet.

Boatos

O ex-senador Expedito Júnior (PSD) quebrou o silêncio sobre as especulações envolvendo a aproximação do seu partido com o governador Marcos Rocha (União Brasil). Em declaração direta, Expedito negou qualquer possibilidade de o PSD assumir secretarias ou cargos no governo neste momento. E justificou a recusa como uma questão de coerência.

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“Não seria coerente assumir agora e largar em abril”, disse ele. Apesar da recusa a ocupar espaços no Executivo, Expedito confirmou que as conversas políticas com o governador estão avançando, especialmente sobre 2026, quando Rondônia terá duas vagas ao Senado em disputa.

Conversas

Segundo ele, o PSD mantém o espaço totalmente aberto para que Marcos Rocha seja candidato ao Senado pelo partido, bem como para inserir Luana Rocha na nominata de deputada federal e Sandro Rocha na nominata de deputado estadual. Júnior detalhou quais foram as conversas apresentados pelo governador no processo de articulação.

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“Marcos Rocha traz seis vagas para deputado estadual: o secretário de Segurança, coronel Vital, o secretário da Sedec Lauro Fernandes, o diretor-geral do Detran Sandro Rocha, o comandante-geral da PM coronel Braguim, o ex-prefeito de Ji-Paraná Isaú Fonseca, o atual prefeito de Santa Luzia, Jurandir Oliveira, e o prefeito de Nova Brasilândia, Silas Borges. Mas um destes nomes tem resistência dentro do partido”, pontuou Expedito.

*Os sites que publicam esta coluna reservam o direito de manter integralmente a opinião dos seus articulistas sem intervenções. No entanto, o conteúdo apresentado por este “COLUNISTA” é de inteira responsabilidade de seu autor.

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