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Calor extremo pode prejudicar a saúde mental e a capacidade cognitiva; confira 4 dicas para reduzir os impactos

Estudo indica que altas temperaturas podem ocasionar na diminuição da atenção, memória e, até mesmo, em depressão. Neuropsicóloga da NeuronUP, Martha Valeria Medina Rivera, orienta sobre se proteger no dia a dia

(Crédito: Freepik)
O aumento da temperatura no mundo tem resultado em efeitos claros e preocupantes sobre a saúde mental e a capacidade cognitiva da população. Segundo estudo publicado em 2025 pela revista científica Archives of Public Health, a exposição frequente a dias de calor intenso está associada à redução do desempenho cognitivo, ocasionando em dificuldade de aprendizado, raciocínio e memória, e ao aumento de sintomas depressivos em adultos e idosos. A pesquisa reforça ainda que o aquecimento global não representa apenas um desafio ambiental, mas também um risco crescente para o funcionamento do cérebro.
A neuropsicóloga da NeuronUP, Martha Valeria Medina Rivera, explica por que isso acontece. “O cérebro é um dos órgãos mais sensíveis às mudanças de temperatura e ao estresse gerado pelo calor extremo no organismo. Quando somos expostos a temperaturas elevadas, o corpo ativa mecanismos de emergência para manter a temperatura interna estável, o que exige um grande esforço fisiológico e energético”, explica.

Como evitar os efeitos do calor extremo

Com o intuito de auxiliar a população a diminuir os efeitos que o calor pode provocar na capacidade cerebral, Martha traz quatro orientações de iniciativas que podem minimizar os impactos. Confira:
  1. Organize as tarefas cognitivas mais exigentes para os horários mais frescos

Segundo a especialista, há estratégias eficazes de proteção contra o calor intenso para a saúde do cérebro. “Organizar as tarefas cognitivas mais exigentes para os horários mais frescos do dia, manter hidratação adequada e garantir o descanso noturno são pilares essenciais para proteger o cérebro do calor”, indica.
  1. Faça atividades que estimulem a capacidade cognitiva

O calor está afetando diretamente a atenção e a tomada de decisões, segundo estudo. Neste sentido, manter a concentração por longos períodos, ignorar distrações ou seguir instruções complexas torna-se mais difícil quando o cérebro está submetido ao estresse térmico. As funções executivas também sofrem prejuízos: planejamento, tomada de decisões, flexibilidade cognitiva e controle de impulsos são claramente afetados, o que explica por que, em contextos de calor intenso, as pessoas tendem a cometer mais erros e tomar decisões mais impulsivas.
Para reduzir os impactos, a especialista destaca a importância da estimulação cognitiva. “Por meio do treinamento específico de funções como atenção, memória e funções executivas, é possível melhorar a eficiência cognitiva e a capacidade de adaptação do cérebro”.

3.Tenha atenção redobrada aos grupos mais vulneráveis

A exposição ao calor intenso afeta de forma desigual diferentes faixas da população. As crianças são mais vulneráveis porque o cérebro está em uma etapa crítica de crescimento e aprendizagem. Já as pessoas idosas têm menor capacidade fisiológica de adaptação ao calor e menor reserva cognitiva – que funciona como um escudo natural do cérebro. Assim, o estresse térmico pode comprometer a atenção, o aprendizado e a autonomia, tornando os efeitos do calor mais intensos e duradouros.
Para reduzir os riscos, Martha orienta sobre a importância de estratégias preventivas adaptadas a cada grupo. “Ambientes escolares e residenciais devem ser adequadamente climatizados. Hidratação constante e estímulo ao descanso também são medidas fundamentais!
  1. Invista em terapia neurocognitiva para proteger o cérebro

A especialista aponta que, além das mudanças no ambiente e rotina, a terapia neurocognitiva é uma ferramenta poderosa para combater os efeitos negativos do calor no cérebro. “Por meio do treinamento específico de funções como atenção, memória e funções executivas, é possível melhorar a eficiência cognitiva e a capacidade de adaptação do cérebro”, conclui.

Sobre a NeuronUP

Plataforma líder de neurorreabilitação projetada para atuar como suporte fundamental para profissionais envolvidos em processos de reabilitação e estimulação cognitiva. Com presença em mais de 50 países e utilizada por mais de 5 mil especialistas em 2,5 mil hospitais e clínicas, possui sistema de monitorização e gestão de pacientes, que permite ajustar terapias em tempo real para mais de 130 mil usuários ativos, melhorando os resultados e consolidando-se como a plataforma número um na Espanha e na América Latina.
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Diego Ramalho
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