Lúcio Albuquerque, repórter
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TV-CULTURA FAZENDO CULTURA

Um governador (Marques Henriques) e seu assessor (Dílson Machado Fernandes) eram apaixonados por futebol. Naquele ano de 1974 a Copa seria na Alemanha e no Território nem em VT. Depois de duas audiências com o presidente da Rede Globo, jornalista Roberto Marinho autorizou a doação de equipamentos ao Território, mas a TV só seria para apresentar os VTs dos jogos da Copa, gravados, em Manaus pela TV-Amazonas e enviados em malotes por “aviões de carreira” – como eram chamados os aviões de passageiros.

No dia 13 de junho o Mundial da Alemanha começou, mas dois dias antes, ainda em fase bem experimental, entrou no ar a TV-Cultura, que não seria só a primeira vez que o portovelhense conheceria a televisão e, mais ainda, responsável pela formação de quadros técnicos de futuras emissoras de TVs no Território.
Programada para passar os jogos da rodada do dia anterior, a TV-Cultura logo passou a ampliar seus horários, inclusive nos dias que não tinha retransmissão da Copa. Noticiários (dos fatos comuns e o esportivo), shows de calouros, programa específico de esporte, colunismo social a Ginkana Cultural e por aí afora, apesar das condições mínimas, como lembra a jornalista Jussara Gotlieb de cuja casa veio o lençol que serviu de tela para apresentações das atrações.
Programas e vts iam para o ar via a única câmera, muita coisa feita através quase improvisações ou do esforço de cda um dos envolvidos que tiveram em seu apoio um técnico enviado pela Rede Globo e que ficou conhecido como “Anjo Gabriel”.




