
Pesquisa recente da KTO sobre o comportamento do apostador brasileiro no iGaming em 2025 revela um panorama detalhado sobre quem participa do mercado de bets no país e como essa prática se consolidou como forma de entretenimento.
O levantamento realizado pela bet reuniu dados demográficos e comportamentais e indica que o perfil do apostador brasileiro é predominantemente masculino (59%), adulto jovem, e pertencente majoritariamente às classes B e C — representando juntas 47% do total.
Os dados apontam que 42,1% dos apostadores têm entre 25 e 40 anos, e 24,6% estão na faixa entre 41 e 56 anos. A maioria possui ensino médio completo (31%) ou ensino superior (28%), refletindo um público com bom nível educacional. Profissionalmente, 46% trabalham com carteira assinada, e 15% atuam de forma informal.
Quanto ao comportamento de jogo, 27,5% apostam ocasionalmente, poucas vezes ao ano, e apenas 12,6% fazem apostas diárias. Essa distribuição mostra que, embora o acesso às plataformas de bets tenha crescido, o hábito ainda é majoritariamente recreativo.
Os tipos de jogos mais populares para esse público incluem loterias (54%), apostas esportivas (42%), e cassinos ao vivo ou roleta (29%), seguidos de jogos casuais e de puzzle (29%). A fidelidade às plataformas também é um traço relevante: 68% dos apostadores permanecem por longos períodos no mesmo operador, demonstrando preferência por sites confiáveis e com suporte rápido.
A diversão foi citada por 72% dos entrevistados como a principal razão para apostar, enquanto 38% afirmaram ver a prática como complemento de renda mensal. Este último é considerado um comportamento de risco, segundo especialistas em jogo responsável.
Para lidar com essa diferença, a KTO reforça, por meio de campanha institucional, que as apostas devem permanecer no campo do entretenimento. A iniciativa, intitulada Jogador Responsável é Faixa, é protagonizada por embaixadores e influenciadores da marca, e busca disseminar os quatro pilares que norteiam uma relação saudável com o jogo: conexão, consciência, disciplina e equilíbrio.
O CEO da empresa, Andreas Bardun, resume o conceito. “Ser um apostador responsável é manter o jogo como entretenimento, e não como estilo de vida”, explica. Essa abordagem reflete a postura ética das principais operadoras do setor de bet, que têm ampliado ações educativas e preventivas junto aos jogadores.
O estudo mostra que 63% dos apostadores gastam até R$ 100 por mês, e que 90% dos depósitos realizados nas plataformas bet não ultrapassam esse valor médio. O ticket médio calculado foi de R$ 61,52, um indicador de que o comportamento financeiro da maioria ainda é moderado e controlado.
As regras mais recentes do Ministério da Fazenda também reforçam esse perfil. Desde 2024, as apostas online só podem ser pagas por PIX, transferência bancária ou débito, vedando o uso de cartões de crédito, boletos e criptomoedas. A medida tem o objetivo de garantir mais transparência nas operações financeiras do setor de bets, restringindo as transações a contas autorizadas pelo Banco Central.
Essas medidas, somadas às campanhas de conscientização e às políticas de jogo responsável, demonstram que o mercado brasileiro de apostas caminha para uma regulação mais segura e transparente, mantendo a ênfase no entretenimento e na responsabilidade individual como princípios fundamentais.
Fonte: Itamar Rossi




