A crônica tem como objetivo central denunciar a ruptura do princípio da proporcionalidade no sistema penal brasileiro, tomando como ponto de partida o veto presidencial ao projeto que estabelecia critérios objetivos para a dosimetria da pena. O texto sustenta que o veto não é um ato neutro, mas a preservação deliberada de um modelo punitivo elástico, que permite penas excepcionais sem adequada individualização. A partir das condenações impostas aos réus dos atos de 8 de janeiro, a crônica argumenta que houve uma equiparação indevida entre condutas heterogêneas — muitas delas sem violência comprovada — e crimes de extrema gravidade, em afronta direta aos parâmetros constitucionais e à lógica do Estado de Direito.




